A Prevalência de tuberculose pulmonar antes (2017-2019) e depois (2020-2023) da pandemia de COVID-19 na região do Nordeste Brasileiro

Autores

  • Francisco Braz Milanez Oliveira Universidade Estadual do Maranhão
  • Thayslane de Oliveira Brandão Universidade Estadual do Maranhão
  • Ana Maria Lima Dourado Universidade Estadual do Maranhão
  • Carlos Eduardo Silveira Uchoa Centro Universitário De Ciências E Tecnologia Do Maranhão

Palavras-chave:

incidência; saúde pública; tuberculose pulmonar.

Resumo

Objetivo: comparar a prevalência e a mortalidade por Tuberculose Pulmonar antes e depois da pandemia de COVID-19 na região Nordeste do Brasil, contribuindo para a compreensão dos impactos epidemiológicos e dos desafios na vigilância e controle da doença. Método: Estudo epidemiológico, ecológico e retrospectivo, baseado em dados secundários obtidos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação, disponibilizado pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde. Foram analisados os casos notificados de Tuberculose Pulmonar e as taxas de mortalidade associadas, calculadas por 100.000 habitantes. Resultados: No período anterior à pandemia (2017–2019), foram registrados 73.115 casos de Tuberculose Pulmonar na Região Nordeste. Durante a pandemia (2020–2021), foram notificados 78.286 casos, representando um aumento de 7% na prevalência regional. Quanto à mortalidade, seis estados: Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Sergipe e Bahia, apresentaram redução nas taxas, passando de 1,8 para 1,4 óbitos por 100.000 habitantes. Em contrapartida, dois estados: Piauí e Paraíba, registraram elevação da mortalidade no mesmo período. Conclusões: A pandemia de COVID-19 exerceu impacto relevante sobre a dinâmica da Tuberculose Pulmonar no Nordeste do Brasil, especialmente devido às restrições de mobilidade, à vulnerabilidade social ampliada e à interrupção ou redução das atividades rotineiras dos serviços de saúde. Esses fatores contribuíram para atrasos diagnósticos, dificuldades na continuidade do tratamento e maior circulação comunitária do agente etiológico da doença.

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Publicado

2025-12-17

Edição

Seção

Artigos Originais