Doação de órgãos: percepção das famílias com pacientes internados em hospitais gerais

Autores

  • Tânia Maria Melo Rodrigues
  • Lorena Karen de Morais Moura
  • Renata Maria da Costa Gomes
  • Maria da Consolação Pitanga de Sousa Centro Universitário UNINOVAFAPI
  • Paulo Cesar Cardoso de Sousa
  • Eliana Campêlo Lago

Palavras-chave:

Doação. Famílias. Enfermagem.

Resumo

No Brasil, o transplante de órgãos pode ser realizado após a morte cerebral natural ou acidental do doador e com o simultâneo funcionamento dos órgãos que serão doados. Objetivou descrever a percepção de familiares de pacientes internados, sobre a doação de órgãos. Estudo qualitativo realizado em quatro hospitais gerais de uma capital do nordeste com 29 sujeitos. Os discursos foram obtidos por meio de entrevistas semiestruturadas e organizados pelas categorias: a percepção de familiares sobre doação de órgãos e dificuldades no processo de doação de órgãos. Os resultados mostraram que a maioria dos familiares é favorável à doação de órgão, mas rejeitam quando se trata da morte de um ente querido. A percepção dos familiares é ainda limitada para aceitar a doação, pela desinformação, apego ao familiar e insegurança quanto à confirmação da morte cerebral.

Biografia do Autor

Maria da Consolação Pitanga de Sousa, Centro Universitário UNINOVAFAPI

Socióloga e Asistente Social. Mestre em Saúde Coletiva pela Universidade Federal de Pernambuco – UFPE. Docente do Centro Universitário UNINOVAFAPI

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Publicado

2014-04-14

Edição

Seção

Artigos Originais