Análise epidemiológica da sífilis congênita no Piauí

Autores

  • Priscilla Dantas Almeida Universidade Federal do Piauí
  • Augusto Cezar Antunes de Araujo Filho Universidade Federal do Piauí / Departamento de Enfermagem
  • Anna Karolina Lages de Araújo Universidade Federal do Piauí / Departamento de Enfermagem
  • Moacira Lopes Carvalho
  • Michely Glenda Pereira da Silva
  • Telma Maria Evangelista de Araújo Universidade Federal do Piauí / Departamento de Enfermagem

Palavras-chave:

Sífilis congênita. Epidemiologia. Cuidado pré-natal. Atenção primária à saúde.

Resumo

Analisar o perfil epidemiológico da sífilis congênita no Piauí de 2007 a 2012. O estudo é descritivo, epidemiológico, realizado através de levantamento na base de dados do DATASUS. Os dados foram coletados em julho de 2014, porém, referentes ao período de 2007 a 2012. A população foi composta por todos os casos notificados no DATASUS (n= 236). Observou-se que a maior frequência de casos ocorreu em 2012 (37,29%), predominando em filhos de mães com ensino fundamental incompleto (55,93%). Quanto ao tratamento da gestante no pré-natal, 83,47% realizaram, quanto ao parceiro, 58,90% não realizaram. Dos casos, 2,97% evoluíram para óbito. Os achados evidenciam que esta doença encontra-se, ainda, sem controle no Piauí, pois nos últimos anos aconteceu o aumento de casos.

Biografia do Autor

Priscilla Dantas Almeida, Universidade Federal do Piauí

Possui graduação em Tecnologia em Radiologia pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí (2012) e graduação em Bacharelado em Enfermagem pela Universidade Federal do Piauí (2013). Especialista em Vigilância em Saúde: Ambiental, Epidemiológica e Sanitária (2014). 

Augusto Cezar Antunes de Araujo Filho, Universidade Federal do Piauí / Departamento de Enfermagem

Graduado em Enfermagem pela Universidade Federal do Piauí (2013). Mestrando do Programa de Pós-graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Piauí (PPGENF/UFPI), biênio 2014/2016, Campus Ministro Petrônio Portela - Teresina/PI, com Área de Concentração em Enfermagem no Contexto Social Brasileiro e Linha de Pesquisa em Processo de Cuidar em Saúde e em Enfermagem. Membro do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre o Cuidar Humano e Enfermagem da Universidade Federal do Piauí (NEPECHE/UFPI).

Anna Karolina Lages de Araújo, Universidade Federal do Piauí / Departamento de Enfermagem

Enfermeira. Mestranda em enfermagem do Programa de Pós-graduação de enfermagem da UFPI.

Telma Maria Evangelista de Araújo, Universidade Federal do Piauí / Departamento de Enfermagem

Possui graduação em Enfermagem pela Universidade Federal do Piauí (1981), mestrado em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio de Janeiro Escola de Enfermagem Anna Nery (1999) e doutorado em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio de Janeiro Escola de Enfermagem Anna Nery (2005). Atualmente é Diretora de Vigilância e Atenção à Saúde do Estado do Piauí. É professora adjunta da Graduação em Enfermagem e do Programa de Pós-Graduação (Mestrado e Doutorado) em Enfermagem da Universidade Federal do Piauí. É consultora ad hoc da Escola Anna Nery Revista de Enfermagem, da Revista Epidemiologia e Serviços de Saúde, dos Cadernos de Saúde Pública,Ciência, Cuidado e Saúde e da REUFPI .Tem experiência na área de Enfermagem e saúde pública, com ênfase em Vigilância em Saúde, atuando principalmente nos seguintes temas: imunização/vacinação, hanseníase, hepatites, HIV/AIDS,Sífilis, conhecimentos, atitudes e práticas, drogas e epidemiologia.

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Publicado

2015-04-06

Edição

Seção

Artigos Originais