Asfixia perinatal: prevalência e fatores de risco em recém-nascidos a termo

Authors

  • Camila Amaral Silva CENTRO UNIVERSITARIO UNINOVAFAPI
  • Raissa Cardoso de Carvalho Costa
  • Isabel Clarisse Albuquerque Gonzaga

Keywords:

fisioterapia

Abstract

A asfixia perinatal é considerada uma das maiores causas de óbitos neonatais e sequelas neurológicas em recém-nascidos, decorrentes de condições materno-fetais ou intercorrências durante o parto. O objetivo dessa pesquisa foi verificar a prevalência e os fatores de risco de asfixia perinatal em recém-nascidos a termo na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) de maternidade de referência do município de Teresina. Foi realizado um estudo descritivo, analítico, transversal e retrospectivo. Os dados foram obtidos através da revisão de 53 prontuários de RN’s, sendo 26 de RN’s com diagnóstico de asfixia e 27 sem diagnóstico de asfixia nascidos a termo no período de janeiro de 2010 a dezembro de 2012. Foram estudadas variáveis relacionadas aos RN’s, a mãe e a gravidez. A prevalência de asfixia perinatal foi de 3,67 casos de asfixia em RN’s por 1000 nascidos vivos. As variáveis Apgar menor que sete no 5º minuto (p=0,002) e presença de intercorrências maternas na gestação (p=0,00) tiveram associação significativa com a ocorrência de asfixia perinatal. Dessa forma, sugerem-se ações voltadas para uma melhor atenção às gestantes, afim de identificar situações de risco e intervir adequadamente e de forma precoce, contribuindo para uma redução desse desfecho.

References

AYRES, M. C. Asfixia perinatal em Aracaju-SE: prevalência e fatores associados. (Dissertação). Aracaju (SE): Universidade Federal de Sergipe; 2005.

BATISTA, A. L. Factores Que InfluyenenelApgar Bajo al Nacer, enel Hospital América Arias de la Habana, Cuba, 2000. Ver Chil Obstet Ginecol. v.70, n.6, p.359-363, 2005.

CAMPOS, N.G. Prevalência de asfixia perinatal e fatores associados em Fortaleza-Ceará. (tese de mestrado). Universidade Estadual do Ceará. 2010.

CRUZ, A. C. S.; CECCON, M. E. J. Prevalência de asfixia perinatal e encefalopatia hipóxico-isquêmica em recém-nascidos de termo considerando dois critérios diagnósticos. Rev. Bras. Cresc. e Desenv. Hum, 20(2): 302-316. 2010.

CUNHA, A. A.; FERNANDES, D. S.; MELO, P. F.; GUEDES, M. H. Fatores associados à asfixia perinatal. RBCO (Rio J), v.26, n.10, 2004.

DARIPA, M.; CALDAS, H. M. G.; FLORES, L. P. O.; WALDVOGEL, B. C.; GUINSBURG, R.; ALMEIDA, M. F. B. Asfixia perinatal associada à mortalidade neonatal precoce: estudo populacional dos óbitos evitáveis. 6Rev Paul Pediatr, 31(1):37-45, 2013.

DOMINGUES, R. M. S. M.; HARTZ, Z. M. A.; DIAS, M. A. B.; LEAL, M. C.Avaliação da adequação da assistência pré-natalna rede SUS do Município do Rio de Janeiro,Brasil. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 28(3):425-437, mar, 2012.

DRUMOMD, E.F.; MACHADO, C.J.; FRANÇA, E. Early neonatal mortality: na analysis of multiple causes of death by the grade of membership method. Cad. Saúde Pública, 23:157-66, 2007.

FUNAYAMA, C.A.R.; GONÇALVES, A.L.;RIBEIRO,M.V.L.M.Encefalopatia hipoxico-isquémica (EHI) perinatal: aspectos epidemiológicos. J Pediatr, 67:371-4, 1991.

SANTOS JUNIOR, I.D.; TELLES, M.V.L. Prevalência de Asfixia Perinatal no Hospital Municipal São Lucas, no Período de Janeiro a Dezembro de 2007. Revista Saúde Coletiva, n. 2, 2008.

LANSKY, S.;FRANÇA, E.;CÉSAR, C.C.;MONTEIRO NETO, L.C.; LEAL, M.C. Perinatal deaths and childbirth healthcare evaluation in maternity hospitals of the Brazilian Unified Health System in Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil, 1999. Cad Saude Publica, 22:117-30, 2006.

NASCIMENTO, L.F.C.; RAMOS, R.S. Aplicação do escore CRIB como preditor de óbito em unidade de terapia intensiva neonatal: uma abordagem amplidada. R. Bras. Saúde Mater. Infant, 4(2):151-7, 2004.

PEDROSA, L. D. C. O.;SARINHO S. W.; ORDONHA, M. A. R. Óbitos neonatais: por que e como informar?.R. Bras. Saúde Matern. Infant, 5(4):411-8, 2005.

REIS, L.A.;SANTOS,C. V; BRITTO, I.T; BOTÊLHO, S. M; JESUS, C. S; SANTOS, W. S. Análise epidemiológica de asfixia perinatal em recém-nascidos no hospital Geral Prado Valadares (HGPV).Revista Baiana de Saúde Pública,v.33, n.3, p. 311-322, jul./set, 2009.

SALVO, H. F.;FLORES,J.A.; ALARCÓN, J.R.;Nachar, R.H.; Paredes, A. V. Factores de riesgo de test de apgar bajo em reciénnacidos, Chile. R. Chilena de Pediat, 78(3):253-60, 2007.

SEGRE, C. A. M. Perinatologia: fundamentos e prática. 2ed. São Paulo: Sarvier, 2009.

SHANKARAN, S.; FANAROFF, A.A.; WRIGHT, L.L.; STEVENSON, D.K.; DONOVAN, E.F.; EHRENKRANZ, R.A.; LANGER, J.C.; KORONES, S.B.; STOLL, B.J.; TYSON, J.E.; BAUER, C.R.; LEMONS, J.A.; OH, W.; PAPILE, L.A. Risk factors for early death among extremely low-birth-weight infants. Am. J. Obstet. Gynecol., v. 186, n. 4, p. 796-802, 2002.

SOUZA, F. M. Fatores associados à asfixia perinatal no Brasil: estudo populacional com base no Sistema de Informações de Nascidos Vivos. Rio de Janeiro, RJ: IFF/ FOC, 2003.

TRAJANO, A.J.B; SOUZA, F.M. Operação cesariana. In: CHAVES NETTO, H. Obstetrícia básica. 1. ed. Rio de Janeiro: Editora Atheneu, 2003.

VANNUCCI, S. J.; HAGBERG, H. Hypoxia-ischemia in the immature brain.J ExpBiol, 207:3149-54,2004.

Published

2014-04-14

Issue

Section

Artigos Originais