Perfil socioeconômico da automedicação em Teresina

Autores/as

  • Cintia Maria de Melo Mendes Mestre em Farmacologia Clínica pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Docente do curso de Medicina do Centro Universitário de Saúde – UNINOVAFAPI
  • Gustavo Loiola Gomes Castro Graduando em Medicina pelo Centro Universitário – UNINOVAFAPI.
  • Adriana Cronemberger Rufino Pedrini Doutoranda em farmacologia Universidade Federal do Ceará
  • Danielle Silveira Macêdo Gaspar Doutora em Farmacologia pela Universidade Federal do Ceará (UFC), professora adjunta do Curso de Medicina da Universidade Federal do Ceará e Professora Orientadora do Programa de Pós-Graduação em Farmacologia do Departamento de Fisiologia e Farmacologia Universidade Federal do Ceará (UFC)
  • Francisca Cléa Florenço de Sousa Doutor em Farmacologia pela Universidade Federal do Ceará (UFC) Professora Associada do Departamento de Fisiologia e Farmacologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, Bolsista de Produtividade do CNPq, nivel1.

Palabras clave:

Automedicação, Farmacoepidemiologia, Estudo da Utilização de Medicamentos

Resumen

Objetivou-se analisar a prática da automedicação em duas amostras da população de Teresina, que possuem características demográficas e socioeconômicas distintas, abordando aspectos de farmacoepidemiologia e de Estudo da Utilização de Medicamentos. Trata-se de um estudo epidemiológico que avaliou a automedicação em duas áreas de Teresina, os residentes no bairro Planalto Uruguai (Grupo 01: classes sociais C e D) e no bairro Jóquei Clube (Grupo 02: classes sociais A e B) por meio de estudo transversal de base populacional. Verificou-se que o consumo geral de medicamentos é mais freqüente entre as mulheres (67,8 % grupo 01 e 55,8% grupo 02). Quanto à faixa etária e à automedicação, este trabalho demonstra que a faixa de 20 a 50 anos de idade é a maior praticante de automedicação, no Brasil, independentemente do sexo e de condições econômicas. Dentre os que se automedicaram, no grupo 01, 26,2% possuem plano de saúde e para o grupo 02, 65,2%. A renda per capita, no grupo 01, com predomínio de automedicação, é de até meio salário mínimo (52,4%) e para o grupo 02 é de 1,6 a mais salários mínimos (64,1%). A classe farmacológica mais frequente, em ambos os grupos, é a dos analgésicos, seguindo-se os anti-inflamatórios, e a principal motivação são as queixas álgicas. Esta pesquisa demonstrou nuances interessantes da automedicação, em que, algumas sofrem influências sociodemográficas, enquanto que, em outras, independem desses fatores. Além disso, foi possível observar o quão comum e banal é o ato de se automedicar, no Brasil, devido a aspectos e a padrões culturais.

Citas

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Publicado

2015-01-07

Número

Sección

Artigos Originais