Acesso a mamografias no estado do Tocantins: uma avaliação de nove anos

Autores

  • Ayla Cristina Duarte Neiva Centro Universitário Tocantinense Presidente Antônio Carlos (UNITPAC), Araguaína – TO
  • Nayanne Hardy Lima Pontes Centro Universitário Tocantinense Presidente Antônio Carlos (UNITPAC), Araguaína – TO
  • Daiene Isabel da Silva Lopes Centro Universitário Tocantinense Presidente Antônio Carlos (UNITPAC), Araguaína – TO
  • Durval Nolasco das Neves Neto Centro Universitário Tocantinense Presidente Antônio Carlos (UNITPAC), Araguaína – TO

DOI:

https://doi.org/10.29327/2393773.17.1-7

Palavras-chave:

câncer de mama; mamografias; rastreio; epidemiologia; Tocantins.

Resumo

O câncer de mama é a neoplasia mais incidente na população feminina e sua ocorrência causa grande impacto psicológico, funcional e social. No Brasil, o Ministério da Saúde (MS) preconiza o rastreamento em mulheres de 50 a 69 anos, bienalmente, por meio da mamografia. Este trabalho busca explorar os dados do SUS para entender a dimensão que a mamografia impacta na saúde da mulher. O estudo teve como objetivo analisar os dados de rastreio por meio da mamografia no Tocantins. Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo do tipo transversal entre os anos de 2013 a 2021, por meio do Departamento de Informática do SUS (DATASUS), no ícone “Informações de Saúde” (TABNET). A seleção na plataforma foi direcionada à “Epidemiologia e Morbidade” e “Mamografia”. Foram analisadas as seguintes variáveis: ano de realização do exame, sexo, local de residência, faixa etária e escolaridade. Os municípios que mais realizaram mamografias foram em ordem decrescente Palmas (19.340), Araguaína (9.292), Paraíso do Tocantins (4.989) e Gurupi (4.738). O maior índice de exames foi entre 50 a 54 anos. A seleção escolaridade foi ignorada na maior parte desse intervalo de tempo, não sendo possível determinar se o atraso no início do rastreamento do câncer de mama pelas mamografias ou até mesmo a não realização destas se justifica por uma falta de conscientização por uma falta de acesso à informação pela própria escolaridade mais baixa. Em 2021, o Tocantins foi responsável por um total de 28 óbitos por neoplasia maligna da mama. Diante disso, compreender as vulnerabilidades sociais relacionadas com o atraso no rastreio do câncer de mama é fundamental para consolidar as políticas públicas voltadas para a saúde da mulher.

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Publicado

2024-10-02

Edição

Seção

Artigos Originais