Qualidade de vida de pacientes com insuficiência renal crônica sob tratamento hemodialítico

Autores

  • Railma Rodrigues dos Santos Enfermeira pela Universidade Federal do Piauí-UFPI. Especialista em Enfermagem do Trabalho pela UNINTER. Coordenadora de Saúde na Cidade de Oeiras
  • Laura Maria Feitosa Formiga Mestre pela Universidade do Federal do Ceará. Docente do Curso de Enfermagem da UFPI/CSHNB. Pesquisadora do Grupo Saúde Coletiva (GPESC).
  • Ana Klisse Silva Araújo Enfermeira pela UFPI. Especialista em Nefrologia. Membro do Grupo GPESC. Enfermeira do Serviço Móvel de Urgência-SAMU de Picos-PI
  • Edina Araújo Rodrigues de Oliveira Mestre pela Universidade Federal do Piauí. Docente do Curso de Enfermagem da UFPI/CSHNB. Pesquisadora GPESC.
  • Luisa Helena de Oliveira Lima Doutora em Enfermagem. Professora Adjunta do Curso de Enfermagem da UFPI/CSHNB. Pesquisadora GPESC.
  • Bartira Bezerra de Brito Enfermeira pela UFPI. Pós graduanda em Enfermagem do Trabalho e Saúde Publica. Enfermeira da Estratégia Saúde da Família.

Palavras-chave:

Insuficiência Renal Crônica, Hemodiálise, Qualidade de vida.

Resumo

Objetivou-se verificar o nível de qualidade de vida em portadores de insuficiência renal crônica em tratamento hemodialítico em uma clínica de hemodiálise de um município piauiense. Foi desenvolvido um estudo transversal de abordagem quantitativa, com uma amostra de 172 pacientes que realizavam tratamento. Para coleta de dados foi utilizado o instrumento WHOQOL-BREF da Organização Mundial de Saúde para avaliação da qualidade de vida. Os resultados mostraram que 32,8% dos entrevistados tinham idade entre 51 a 65 anos, 67,9% eram do sexo masculino, 40,5% eram negros, 56,5% encontravam-se casados. Quanto à qualidade de vida, o domínio das relações sociais foi o melhor representado ficando muito próximo à classificação “satisfeito”. Os resultados nos permitem afirmar que o tratamento de hemodiálise interferiu na qualidade de vida dos doentes. Assim, reforça-se a ideia de que deve haver uma intervenção terapêutica abrangente para melhorar a QV destes pacientes em terapia renal substitutiva.

Biografia do Autor

Railma Rodrigues dos Santos, Enfermeira pela Universidade Federal do Piauí-UFPI. Especialista em Enfermagem do Trabalho pela UNINTER. Coordenadora de Saúde na Cidade de Oeiras

Enfermeira pela Universidade Federal do Piauí-UFPI. Especialista em Enfermagem do Trabalho pela UNINTER. Coordenadora de Saúde na Cidade de Oeiras.

Laura Maria Feitosa Formiga, Mestre pela Universidade do Federal do Ceará. Docente do Curso de Enfermagem da UFPI/CSHNB. Pesquisadora do Grupo Saúde Coletiva (GPESC).

Mestre pela Universidade do Federal do Ceará. Docente do Curso de Enfermagem da UFPI/CSHNB. Pesquisadora do Grupo Saúde Coletiva (GPESC).

Ana Klisse Silva Araújo, Enfermeira pela UFPI. Especialista em Nefrologia. Membro do Grupo GPESC. Enfermeira do Serviço Móvel de Urgência-SAMU de Picos-PI

Enfermeira pela Universidade Federal do Piauí. Especialista em Nefrologia pelo IBPEX.Membro do Grupo GPESC. Enfermeira do Serviço Móvel de Urgência-SAMU de Picos-PI

Edina Araújo Rodrigues de Oliveira, Mestre pela Universidade Federal do Piauí. Docente do Curso de Enfermagem da UFPI/CSHNB. Pesquisadora GPESC.

Mestre pela Universidade Federal do Piauí. Docente do Curso de Enfermagem da UFPI/CSHNB. Pesquisadora GPESC.

Luisa Helena de Oliveira Lima, Doutora em Enfermagem. Professora Adjunta do Curso de Enfermagem da UFPI/CSHNB. Pesquisadora GPESC.

Doutora em Enfermagem. Professora Adjunta do Curso de Enfermagem da UFPI/CSHNB. Pesquisadora GPESC.

Bartira Bezerra de Brito, Enfermeira pela UFPI. Pós graduanda em Enfermagem do Trabalho e Saúde Publica. Enfermeira da Estratégia Saúde da Família.

Enfermeira pela UFPI. Pós graduanda em Enfermagem do Trabalho e Saúde Publica. Enfermeira da Estratégia Saúde da Família.

 

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Publicado

2015-10-09

Edição

Seção

Artigos Originais