A prática da automedicação entre estudantes de uma instituição de ensino superior de Teresina-PI

Authors

  • Wemíria de Fátima Lima Lopes
  • Mara Rejane de Oliveira Marques Coelho
  • Jainara Pereira de Oliveira
  • Yasmim Maria de Oliveira Araujo
  • Maria do Carmo Nogueira Melo
  • Fabrício Ibiapina Tapety

Keywords:

Automedicação, Estudantes Universitários, Área de Estudo

Abstract

O uso indiscriminado de medicamentos pode colocar em risco a saúde de boa parte da população. Este estudo objetivou investigar a prevalência e as características da automedicação entre estudantes de diversas áreas de graduação de uma instituição privada de Teresina - PI. Esta pesquisa é um estudo epidemiológico descritivo com abordagem quantitativa e descritiva de cunho transversal. Para coleta dos dados aplicou-se um questionário, a cerca dos conhecimentos e comportamentos sobre automedicação em 280 estudantes de graduação. Do total de 280 acadêmicos avaliados, 256 (91,4%) realizaram automedicação, adquirindo medicamentos sem prescrição médica. A automedicação foi identificada em 53 (94,64%) dos estudantes de odontologia, 64 (94,12%) em enfermagem, 79 (89,8%) em direito e em 17 (68,0%) dos estudantes de radiologia. Em contraste, verificou-se que as taxas mais elevadas estavam entre os acadêmicos de administração e engenharia civil (100%). Os dados constatados propõem que a automedicação é uma prática comum entre estudantes de cursos na área de saúde, ciências exatas e humanas.

References

Muitos são os fatores, como a medicalização e as estratégias promocionais da indústria farmacêutica, que levam à efetivação de práticas e comportamentos “irracionais” por parte de indivíduos ou populações a utilizarem medicamentos. No Brasil, pelo menos 35% dos medicamentos são adquiridos por automedicação (AQUINO, BARROS, SILVA, 2010).

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Ogawa et al (2001), em um estudo comparativo sobre a automedicação em estudantes do segundo ano de enfermagem e medicina e moradores do bairro Vila Nova, mostrou que uma parcela semelhante de estudantes (36,5%) não aconselhavam-se com o farmacêutico no ato da aquisição de um medicamento.

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Para Schmid, Bernal e Silva (2010), o ato de automedicar-se consiste em selecionar e fazer uso de medicamentos com a finalidade de tratar doenças autodiagnosticadas ou sintomas e deve-se ser entendida como um dos elementos do autocuidado. Na realidade, trata-se da obtenção ou produção e consumo de um determinado produto, através do qual se acredita alcançar a cura no tratamento de doenças.

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Silva et al (2011), afirmam que estudos conduzidos em países desenvolvidos e em pa-íses em desenvolvimento têm mostrado que o hábito de au¬tomedicação está associado à presença de sinais e sintomas menores, doenças ou condições crônicas mais graves levam ao uso de medicamentos prescritos.

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Published

2014-04-14

Issue

Section

Artigos Originais