A prática da automedicação entre estudantes de uma instituição de ensino superior de Teresina-PI
Palavras-chave:
Automedicação, Estudantes Universitários, Área de EstudoResumo
O uso indiscriminado de medicamentos pode colocar em risco a saúde de boa parte da população. Este estudo objetivou investigar a prevalência e as características da automedicação entre estudantes de diversas áreas de graduação de uma instituição privada de Teresina - PI. Esta pesquisa é um estudo epidemiológico descritivo com abordagem quantitativa e descritiva de cunho transversal. Para coleta dos dados aplicou-se um questionário, a cerca dos conhecimentos e comportamentos sobre automedicação em 280 estudantes de graduação. Do total de 280 acadêmicos avaliados, 256 (91,4%) realizaram automedicação, adquirindo medicamentos sem prescrição médica. A automedicação foi identificada em 53 (94,64%) dos estudantes de odontologia, 64 (94,12%) em enfermagem, 79 (89,8%) em direito e em 17 (68,0%) dos estudantes de radiologia. Em contraste, verificou-se que as taxas mais elevadas estavam entre os acadêmicos de administração e engenharia civil (100%). Os dados constatados propõem que a automedicação é uma prática comum entre estudantes de cursos na área de saúde, ciências exatas e humanas.Referências
Muitos são os fatores, como a medicalização e as estratégias promocionais da indústria farmacêutica, que levam à efetivação de práticas e comportamentos “irracionais” por parte de indivíduos ou populações a utilizarem medicamentos. No Brasil, pelo menos 35% dos medicamentos são adquiridos por automedicação (AQUINO, BARROS, SILVA, 2010).
AQUINO, Daniela Silva de. BARROS, José Augusto Cabral de. SILVA, Maria Dolores Paes da. A automedicação e os acadêmicos da área de saúde. Ciências & Saúde Coletiva, Recife-PE, v. 15, n. 5, 2010;
Ogawa et al (2001), em um estudo comparativo sobre a automedicação em estudantes do segundo ano de enfermagem e medicina e moradores do bairro Vila Nova, mostrou que uma parcela semelhante de estudantes (36,5%) não aconselhavam-se com o farmacêutico no ato da aquisição de um medicamento.
OGAWA, Allex Itar. (Et al). Estudo comparativo sobre a automedicação em estudantes do segundo ano de enfermagem e medicina e moradores do bairro vila nova. Rev. Espaço para a Saúde, v. 3, n. 2, 2001;
Para Schmid, Bernal e Silva (2010), o ato de automedicar-se consiste em selecionar e fazer uso de medicamentos com a finalidade de tratar doenças autodiagnosticadas ou sintomas e deve-se ser entendida como um dos elementos do autocuidado. Na realidade, trata-se da obtenção ou produção e consumo de um determinado produto, através do qual se acredita alcançar a cura no tratamento de doenças.
SCHMID, Bianca. BERNAL, Regina. SILVA, Nilza Nunes. A automedicação em adultos de baixa renda no município de São Paulo. Revista Saúde Pública, São Paulo, v. 44, n. 6, 2010;
Silva et al (2011), afirmam que estudos conduzidos em países desenvolvidos e em pa-íses em desenvolvimento têm mostrado que o hábito de au¬tomedicação está associado à presença de sinais e sintomas menores, doenças ou condições crônicas mais graves levam ao uso de medicamentos prescritos.
SILVA, Lucas Salles Freitas e. (Et al). Automedicação em acadêmicos de cursos de graduação da área da saúde de uma universidade privada do Sul do Esta¬do de Minas Gerais. Odontol. Clín.-Cient., Recife, 10 (1): 57 - 63, jan./mar., 2011.
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